História do Pensamento Filosófico Português - Volume IV

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Do ponto de vista filosófico, o século XIX português foi um período de encruzilhada, remetendo para um grau de elevada complexidade. Foi certamente um dos períodos filosoficamente mais ricos da nossa história, marcado pela intervenção de elites esclarecidas, na sua vontade de superação de tradições anteriores, com base num diálogo criativo com as múltiplas correntes filosóficas da Europa, em que nos inserimos. Caracteriza este período um vincado desejo de modernização do país, ora superando limitações...

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Descrição

Do ponto de vista filosófico, o século XIX português foi um período de encruzilhada, remetendo para um grau de elevada complexidade. Foi certamente um dos períodos filosoficamente mais ricos da nossa história, marcado pela intervenção de elites esclarecidas, na sua vontade de superação de tradições anteriores, com base num diálogo criativo com as múltiplas correntes filosóficas da Europa, em que nos inserimos. Caracteriza este período um vincado desejo de modernização do país, ora superando limitações anteriores afirmadas no período das Luzes, como foi o caso da reabilitação da metafísica, ora continuando-o, como foi o caso do positivismo, que atribuiu à ciência o estatuto de paradigma do conhecimento legítimo. De facto, os pontos de referência mais relevantes em torno dos quais gravitam os ideais dos nossos mais importantes pensadores deste século remetem, por um lado, para o grande debate entre cientismo e metafísica e, por outro, para uma reflexão sobre a existência social do homem, que dá consistência à afirmação de um pensamento jurídico e político desdobrado numa pluralidade de soluções e propostas. A primeira questão constitui o núcleo do primeiro tomo. A segunda questão abrange a quase totalidade do segundo tomo. Neste primeiro tomo, damos, por isso, ênfase à revitalização da metafísica, por cuja via se afirmou progressivamente o espiritualismo, como realidade incontornável do nosso pensamento oitocentista, e, por outro lado, à afirmação do positivismo, que rapidamente adquiriu uma vertente política, enquanto ideologia dos republicanos, sem esquecer outros aspectos da dinâmica intelectual de Oitocentos, como foi o caso da lenta renascença católica, muito centrada no ensino da Filosofia nos nossos seminários. É a respeito dos dois primeiros temas que encontraremos os nomes mais sonantes da Filosofia em Portugal no século XIX, como Antero, Sampaio Bruno, Guerra Junqueiro, Cunha Seixas e Amorim Viana. Já no plano da afirmação do positivismo, veremos, nomeadamente a propósito de Teófilo Braga, as vicissitudes e peculiaridades deste movimento em Portugal.

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