Pedro Henequim Proto - Mártir da Separação (1744)

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Regressado do Brasil a Lisboa em 1722, com meios de fortuna, agenciados em Minas, para onde se deslocara aos vinte anos, em 1702, este aventureiro deu em entusiástico apologeta do Brasil como futura cabeça do Quinto Império Cristão Universal. A língua portuguesa tornar-se-ia então, naturalmente, a língua do orbe e da paz lusa universal, mas para que o processo se iniciasse seria indispensável que o Infante D. Manuel Bartolomeu, irmão de D. João V, passasse ao Novo Mundo e aí assumisse a coroa do...

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Descrição

Regressado do Brasil a Lisboa em 1722, com meios de fortuna, agenciados em Minas, para onde se deslocara aos vinte anos, em 1702, este aventureiro deu em entusiástico apologeta do Brasil como futura cabeça do Quinto Império Cristão Universal. A língua portuguesa tornar-se-ia então, naturalmente, a língua do orbe e da paz lusa universal, mas para que o processo se iniciasse seria indispensável que o Infante D. Manuel Bartolomeu, irmão de D. João V, passasse ao Novo Mundo e aí assumisse a coroa do Brasil. Frequentando o Paço de Belas, residência do prestigiado e infeliz Infante, onde o tentava sugestionar nesse sentido, em Novembro de 1740 Henequim foi preso à ordem do Rei por um magistrado que o manteve em sua casa por um ano, com instruções de envolver o caso num absoluto manto de silêncio e segredo. Este caso (de traição e lesa majestade), pedindo de per se a exemplar punição prevista nas leis, mas conservado inominável e inominado pela gravidade política da sua eventual publicitação, teve o seu desfecho da forma que melhor poderia servir os fins do estado: acusado de heresia, Henequim passou à prisão inquisitorial, e esse processo levou-o à morte, silenciando-se completamente a causa primeira da sua desgraça.

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