Tratado da Árvore

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«Se, como escreve François Dagognet, a semente é para a árvore o que um título é para um livro, sinto-me no dever de justificar o meu título: Tratado da árvore. É, em primeiro lugar, uma saudação a esse século XVIII que deu os últimos retoques no primeiro conhecimento racional das árvores. Em segundo lugar, é uma forma de prestar homenagem a esse sábio e grande amador de árvores que foi Duhamel du Monceau. Por fim, tentei mostrar que a árvore merece converter-se em objecto para a Filosofia, recheada...

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Descrição

«Se, como escreve François Dagognet, a semente é para a árvore o que um título é para um livro, sinto-me no dever de justificar o meu título: Tratado da árvore. É, em primeiro lugar, uma saudação a esse século XVIII que deu os últimos retoques no primeiro conhecimento racional das árvores. Em segundo lugar, é uma forma de prestar homenagem a esse sábio e grande amador de árvores que foi Duhamel du Monceau. Por fim, tentei mostrar que a árvore merece converter-se em objecto para a Filosofia, recheada de tratados das paixões, mas pouco eloquente acerca das árvores. Cinco séculos depois de Bosch e Altdorfer, uma tempestade lembrou-nos que a nossa presença no universo continua a ser frágil porque é condicionada pelas árvores. O nosso espanto de hoje ultrapassa o do pintor do Danúbio. Oxalá estas páginas estejam à altura dos quadros antigos. Por fim, como afirma com toda a justeza Mario Rigoni Stern na sua maravilhosa obra Árvores em liberdade, "espero que o papel que utilizo para escrever valha ao menos a árvore que o produziu."»

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